terça-feira, 22 de julho de 2008

A morte do MOUSE

Esses dias, vi algumas matérias falando que o mouse vai morrer dentro de 5 anos, que vai ser descartado para a entrada de tecnologias como as telas sensíveis ao toque, leitura de expressões faciais e coisa e tal.
Até realmente acho que seria uma boa, por exemplo, mexer com o touch do notebook é horrível e ter que usar um mouse USB até ajuda, mas sem um lugar pra poder usá-lo não adianta em nada, ou seja, acaba ficando praticamente na mesma. Nesses casos, a tela sensível seria uma boa. O espaço necessário seria menor, pois poderiam ser criados notebooks que se dobrassem como pranchetas (a HP já tem), onde o usuário pode escrever, como se aquilo fosse uma folha de papel comum, é claro que utilizando um caneta especial.
Porém, imagine agora o usuário que tem tendinite ou até LER (lesão por esforço repetitivo), ele vai morrer de dores se tiver de mexer muito o braço para usar o PC e o pior, é que o número de pessoas com esses problemas só vem crescendo com o passar do tempo, o que é conseqüência da inclusão digital.
Eu, sinceramente, não vejo grande vantagem em uma tela com toque. Tenho um celular assim e nele que é pequeno e só é preciso movimentar os dedos eu já fico com dor nos punhos, imagina agora uma tela maior, onde você precisaria movimentar os braços de um lado para o outro, sem contar que se você utilizar o aparelho na horizontal, as dores de pescoço de ter que ficar olhando pra baixo iriam ser terríveis, então, para escapar disso você teria que colocar o aparelho na vertical. Não acho difícil de se criar um suporte que faça essa função de manter o PC na vertical, só que pense daí no esforço necessário para manter os braços levantados enquanto você o utiliza. Quando eu fazia judô esse era o exercício que eu menos gostava.
A única escapatória, que ao meu ponto de vista é sim uma revolução e tanto, é a criação de um sistema do tipo minority report (acho que é assim que se escreve). Na Campus Party Brasil, um rapaz brasileiro mostrou um protótipo que por meio de fios, leds e mais algumas parafernálias, davam controle do computador ao usuário, sem que este precisasse encostar em algo, simplesmente movendo as mãos em qualquer lugar, ou melhor, os dedos, que é o lugar onde a aparelhagem é conectada.
Bom, isso vai gerar muita discussão ainda.

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