É galera, chegou o dia, hoje, pelas contas de um carinha da internet, as 5:30 foi ligado o LHC (Grande Colisionador de Hádrons). O projeto é tão ambicioso - intelectual e financeiramente -, que nenhuma instituição seria capaz de realizá-lo sozinho. Trabalham nele 15 mil cientistas de 37 países, sob orientação do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern). Da América Latina, participam só o Brasil e a Argentina.
O túnel circular do LHC tem 27 km de extensão e está enterrado a cem metros de profundidade. Dentro dele serão lançados prótons (as partículas do átomo com carga positiva) em direções opostas e a velocidades próximas de 300 mil km/s, a velocidade da luz. A cada segundo haverá 800 milhões de colisões, que produzirão energia e novas partículas - a velha fórmula E = mc2 diz que energia pode ser convertida em massa.
Quatro detectores instalados ao longo do túnel enxergarão e medirão a energia e as partículas geradas pelas colisões. O detector Atlas, por exemplo, é um cilindro de 45 m de comprimento e 22 m de altura (um prédio de cinco andares). Os cientistas acompanharão tudo da superfície.
O LHC ajudará a aumentar o conhecimento sobre o universo. As principais dúvidas se relacionam aos primeiros momentos após o Big Bang. Antes dele, toda a energia e toda a matéria estavam concentradas dentro um espaço minúsculo, menor que o núcleo de um átomo. Com a explosão, a energia e a matéria foram liberadas e deram origem ao universo. Da mesma forma, energia e matéria serão liberadas dentro do LHC. A máquina produzirá pequenos Big Bangs.
Os cientistas querem ver como surge a matéria. Provavelmente aparecerão partículas jamais vistas, como a Higgs, hoje conhecida apenas na teoria. Outro enigma é o destino da antimatéria, que some logo que a matéria é criada. Também não se sabe do que é feita a matéria negra. "Não sabemos o que compõe 95% do universo, o que é vergonhoso para um tema que dizemos ser fundamental", afirma o pesquisador inglês Brian Cox, da Universidade de Manchester. A física pode ganhar novas leis.
O LHC deverá ficar em funcionamento por 15 anos, com intervalos de algumas semanas para manutenção. A conta de energia será dividida entre os governos da França e da Suíça.
O duro é que esse negócio pode criar buracos negros que segundo os cientistas envolvidos no projeto podem ser controlados e vão durar milésimos. Mas se algo der errado, pode ser que esse buraco não possa ser controlado e sugue o planeta. Legal né?
Pra ter uma noção, olha o exemplo que o Cern deu do resultado de um buraco negro:
Agora uma matéria comentando o assunto, rapidamente:
Se der errado pelo menos vai ser rápido!

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